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Escândalo do Banestado: mais de U$ 120 bilhões enviados ilegalmente para o exterior. Moro anulou a sentença e absolveu todo mundo

by em 27 de janeiro de 2017

Foi nos anos 90, Sergio Moro foi o juiz e absolveu todos os envolvidos, ignorando provas

Bilhões de dólares e uma conta chamada tucano

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Aconteceu na década de 90. US$ 124 bilhões saíram do Brasil através das chamadas contas CC5. Há quem diga que, na época, nem as reservas brasileiras em moeda americana chegavam a esse total. O banco usado para a roubalheira foi o Banestado e o ralo era Foz do Iguaçu/PR, cidade onde antes durante ou depois foi trabalhar o tal “Japonês da Federal”, que nada tem a ver com a história.

Também meio antes, durante ou depois – a essa altura pouco importa, aconteceu a CPI dos Precatórios, que desaguou numa tal Operação Macuco da Polícia Federal, que entrou em cena e descobriu que pelo menos US$ 30 bilhões daquela cifra foram remessas ilegais.

Durante as investigações, a Procuradoria da República ia junto aos órgãos oficiais, perguntava uma coisa, respondiam outra. Refazia o pedido e a resposta vinha incompleta. E aí, ela radicalizou: pediu a quebra de sigilo de todas as contas CC-5 do País. Sugiro ao leitor uma visita ao Google para entender melhor essas tais contas.

A PF descobriu que o dinheiro passava por Nova Iorque (EUA), uma roubalheira que apesar de gigante, seria apenas a ponta de um iceberg. Entre os suspeitos estavam empresas financiadoras de campanha, alto empresariado em geral e membros da alta cúpula do governo brasileiro da era Fernando Henrique Cardoso.

O rombo era tamanho que os promotores americanos, abismados com o volume de dinheiro que havia transitado por aquela cidade, quebraram sigilo bancário em Nova Iorque. A equipe da PF foi reconhecida e ganhou a simpatia até do enfadonho e burocrático Banco Central (EUA), além da FBI (Polícia federal americana).

O mecanismo descoberto era e é um traçado muito bem articulado, de forma que os verdadeiros nomes dos titulares não possam aparecer. Desse modo, num passe-repasse, plataformas financeiras e coisa e tal, os trabalhos para ocultação envolvem ou envolveriam até cinco camadas ocultadoras.

Com esse grau de sofisticação, investigar seria percorrer o complexo caminho inverso, mergulhar nas tais camadas, até que se chegar aos verdadeiros titulares do dinheiro.

Estava tudo tão bom e tão bem protegido, que a prática consolidou-se, e como a corrupção no País é endógena, além de “lubrificar economias” (a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE que o diga!) as ratuínas foram abrindo a guarda. Com impunidade garantida, alguns grandes nomes relaxaram e apareceram por descuido.

Haja descuido! Surgiu até um óbvio – “Tucano” e um aleatório “Serra”. Tão óbvio que deixou perplexo não só o delegado que coordenava o trabalho, mas também os procuradores. Mero ato falho e primário, em tempos de abertura de guarda, de “engavetadores gerais da República. Tempos de gente honrada e das panelas silenciosas, da dita “grande mídia” calada, dos arautos da moralidade hodierna.

Há uma entrevista no Youtube com o delegado federal José Castilho Neto, coordenador da Operação Macuco. Sem fulanizar ou partidarizar, ele reclama da oportunidade aberta e perdida, naquela época, para o enfrentamento da banda podre, seja da política, seja do empresariado. O Cônsul do Brasil, que trabalhava em Nova Iorque, teria dito para as autoridades americanas que a cabeça do delegado Castilho “estava a prêmio”. Só não disse quem seria o pagador, se os protegidos ou os protetores.

Castilho foi afastado. E o leitor a essa altura deve estar se perguntando: por que esse saudosismo tanto tempo depois?

Primeiramente para lembrar que a podridão de antes não inocenta ninguém. Mas serve pra provar a hipocrisia dos que hoje posam como arautos da moralidade. Mostra o cinismo dos paneleiros e demonstra com cristalina clareza a postura golpista da dita “grande imprensa”.

Em segundo lugar, para não ter que retornar aos tempos do Brasil Colônia ou da mordaça da ditadura militar, eu simplesmente gostaria de reafirmar que esse caso escabroso, narrado lá em cima, ocorreu na era do impoluto Fernando Henrique Cardoso. Sabe qual emissora de televisão de maior audiência? TV Globo. Sabem quem era o doleiro? Alberto Youssef. Sabem quem era o juiz? Sérgio Moro.

Fonte: Escândalo do Banestado: mais de U$ 120 bilhões enviados ilegalmente para o exterior. Moro anulou a sentença e absolveu todo mundo

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8 Comentários
  1. Gervásio Gurgel permalink

    Tudo bem explicado mas por favor me esclareçam uma coisa: Sérgio Moro já era juiz nessa época? Pergunto porque ele é mais novo que eu (tenho 46 anos) e quero ter certeza antes de divulgar para meus amigos coxinhas.

    • Márcia Alves permalink

      As informações abaixo, eu tirei dá Wikipedia, se te ajudar. “Graduado em Direito pela Universidade Estadual de Maringá em 1995, fez mestrado e doutorado na Universidade Federal do Paraná.[6] Especializou-se em crimes financeiros e tornou-se juiz federal em 1996.[6][7] Nesta função, trabalhou em casos como o escândalo do Banestado, a Operação Farol da Colina e auxiliou a ministra Rosa Weber durante o julgamento do escândalo do Mensalão.”

    • Diana Prince permalink

      complementando oque a Marcia disse, tem isso Entre 2003 e 2007, trabalhou no caso Banestado,[28] que resultou na condenação de 97 pessoas.[9] Moro também trabalhou na Operação Farol da Colina,[7] um desdobramento do caso Banestado, onde decretou a prisão temporária de 103 suspeitos de evasão de divisas, sonegação, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.[28]

  2. Rogerio permalink

    Mas tudo isso, não inocenta ninguém e a pergunta simples a ser feita, o que, que o requião fez ou tentou fazer para que fosse colocado os responsaveis no lugar deles que era a cadeia, pois bem, permaneceu silente, e quem cala???. As posições Politicas tomadas agora de nada adianta, estar contra a lava jato, embora o articulista afirma que Moro era o juiz não diz absolutamente nada, melhor seria Roberto requião estar a favor do Brasil, tentando ajudar a passar o brasil a limpo. E colocar esses Genocidas no lugar deles o “OSTRACISMO” pois esses crimes do Mensalão Petrolão, e outros mais que provavelmente surgirão, são os que estão deixando como consequência 57,000 mortes por ano no BrasBrasil. O senhor acha pouco?????

  3. Rogerio permalink

    6 de nov de 2016 – Sérgio Moro formou-se em direito pela Universidade Estadual de Maringá em 1995, tornando-se juiz federal em 1996

  4. Adriano Barbosa permalink

    “Um dos mais emblemáticos casos de corrupção na história do país, o do Banestado, foi responsável por enviar ilegalmente US$ 24 bilhões para o exterior por meio do banco público paranaense. Do total, cerca de US$ 17 milhões foram recuperados. Um número 27 vezes menor do recuperado até aqui pela Lava Jato.

    Um dos personagens envolvidos no caso, Alberto Yousseff, que você certamente já ouviu falar pelo caso do Petrolão, fechou um acordo de delação premiada com o Ministério Público estadual. Ao ver que o doleiro incorreu no mesmo crime novamente, Sergio Moro suspendeu o acordo e retomou o processo do Banestado contra Yousseff, condenando-o a 4 anos e 4 meses de prisão (Yousseff ainda não foi condenado na Lava Jato). Não é verdade, portanto, que o doleiro tenha escapado por conta de Moro.

    Cerca de 684 pessoas foram denunciadas pelo escândalo do Banestado, sendo 97 condenadas (até 2011). Da parte do juiz Sergio Moro, que na época possuía 31 anos, foram 25 condenações, em apenas 12 meses. Seja por lentidão da Justiça em julgar nas instâncias superiores ou por obra dos advogados, muitas condenações caíram. Em 2013, o Superior Tribunal de Justiça extinguiu a pena de 7 condenados. Outras penas foram extintas ou casos arquivados em recursos no mesmo TRF4. O certo é que, dele, as condenações ocorreram. E foram rápidas.

    Em outra operação, a Farol da Colina, Moro decretou de uma única vez a prisão de 123 pessoas, tirando de circulação 63 doleiros. O caso é emblemático. Como Yousseff fez um acordo com a Procuradoria e o Ministério Público do Paraná ao ser liberado no caso do Banestado, ele era um dos poucos doleiros livres no país, motivo que o levou a ser chamado para atuar no Petrolão.

    Ainda sobre o caso, argumenta-se que nenhum político foi condenado na ocasião. Ocorre, porém, que como juiz de primeira instância, não cabe a Moro julgar, e sequer investigar, políticos, que possuem foro privilegiado. As decisões de investigar tais autoridades cabem ao Procurador Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal.”

  5. ARMINDA ROSA RODRIGUES DA MATA MACHADO permalink

    QUE SE ABRA NOVAMENTE A INVESTIGAÇÃO SOBRE O CASO! FERNANDO HENRIQUE E SEUS CUPINCHAS DO PSDB NÃO PODEM FICAR IMPUNES!

  6. ELDER THEREZA permalink

    Só mudam o cenário, os personagens e as gerações neste País, mas os sistemas podres, coniventes e ladrões continuam e as punições verdadeiras nunca acontecem. As punições deveriam ser: de imediato, mesmo durante apenas investigações, primeiro a INEGIBILIDADE “ad eternum” até o quinto escalão por que política aqui é meio de vida; segundo: sequestro dos bens até a última geração, incluindo laranjas, motoristas, papagaios, cachorros e periquitos; terceiro: cadeia comum, afinal, que diferença há entre os quadrilheiros especialistas em roubar bancos e carros fortes e os que apertam botões com suas bundas em cadeiras estofadas? só as armas.

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